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História de Molelos
Os Tovares eram oriundos de Espanha e o primeiro em que se principia esta família em Portugal foi Martim Fernandes de Tovar que, seguindo o partido de D. Afonso V e de D. Joana, ao voltar a Espanha, foi mandado degolar por D. Fernando. O filho, Sancho de Tovar, vingou-lhe a morte, foi capitão de sofala e casou com D. Guiomar da Silva, de quem teve Pedro de Tovar, pai do referido Sancho de Tovar. Foi seu filho Pedro de Tovar, vedor de fazenda na Índia, casado com D. Ana Manuel de Gusmão. O filho destes, Diogo de Tovar, foi casado com D. Mécia de Sousa e capitão da nau Oliveira, queimada para não cair nas mãos dos Holandeses. Sua filha, D. Ana de Tovar, senhora como seu pai e avós da Honra de Molelos casou com D. Martim de Távora e Noronha, Secretário de estado de D. Pedro II, segundo filho de Pedro Vieira da Silva, Secretário de Estado de D. João IV que depois de viúvo foi bispo de Leiria. D. Leonor de Távora e Noronha, sua filha, senhora da Honra de Molelos e Botulho, casou com seu tio Jerónimo Vieira da Silva. Sucederam-lhe no senhorio de Molelos e Botulho seu filho e neto Diogo Vieira da Silva e Jerónimo Vieira da Silva, governador militar dos concelhos de Besteiros e de Sabugosa na Guerra Peninsular, em que prestou muitos e relevantes serviços, e pai de Francisco de Paula Vieira da Silva Tovar, 1º Barão e 1º Visconde de Molelos, o conhecido general que dirigiu as operações do exército miguelista no Algarve e no Alentejo. Foi este avô do 13º senhor de Molelos e Botulho, António Vieira, falecido no seu Paço de Molelos, em 1920. |